Estudos mostram que alterações metabólicas já estão presentes até 10 anos antes do diagnóstico formal de diabetes tipo 2 (DM2).
É uma doença crônica em que o corpo perde a capacidade de controlar adequadamente a glicose no sangue. Apesar da predisposição genética, o estilo de vida é o principal fator determinante para seu desenvolvimento ou prevenção.
Veja como essa progressão pode acontecer ao longo dos anos:
~10 ANOS ANTES DO DIAGNÓSTICO
- Início da resistência à insulina
- O pâncreas aumenta a produção de insulina para manter a glicemia normal
- Glicemia em jejum: normal (75–90 mg/dL)
- Insulina em jejum: elevada (>7 μU/mL)
- Hemoglobina glicada: normal, mas fora do ideal (5,1–5,6%)
~5 ANOS ANTES
- A resistência à insulina se intensifica
- O pâncreas continua sobrecarregado
- Glicemia em jejum: entre 90–100 mg/dL
- Insulina em jejum: ainda mais elevada (>10 μU/mL)
- Hemoglobina glicada: continua entre 5,1–5,6%
~2 ANOS ANTES
- A glicemia em jejum e pós-prandial começa a se alterar
- O pâncreas está em esforço máximo
- Glicemia em jejum: entre 100–125 mg/dL (pré-diabetes)
- Insulina em jejum: elevada (>15 μU/mL)
- Hemoglobina glicada: entre 5,7–6,4% (pré-diabetes)
NO DIAGNÓSTICO DE DIABETES
- O pâncreas entra em falência funcional
- Queda na produção de insulina
- Glicemia em jejum: >125 mg/dL
- Insulina em jejum: pode cair
- Hemoglobina glicada: >6,4%
ATENÇÃO!
O uso de medicamentos pode ajudar a controlar os sintomas, mas não trata a causa.
Sem uma mudança no estilo de vida, será necessário aumentar as doses com o tempo, e pode-se chegar à insulinoterapia.
POR ISSO, A PREVENÇÃO É A MELHOR ESTRATÉGIA.
1. Check-ups periódicos
2. Alimentação equilibrada
3. Atividade física regular
4. Controle do estresse e do sono
5. Acompanhamento profissional
No Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro), vale reforçar:
Detectar cedo pode evitar complicações graves e mudar completamente o rumo da sua saúde.
